Contradições, ambiguidades, paradoxos, hesitações, antinomias, incertezas, erros, equívocos, enganos... disto é feito o mundo que me rodeia assim como eu mesmo...no fundo, não passamos de acordes dissonantes numa monumental mas desarmoniosa sinfonia...aqui vão apenas algumas "notas" d'aquém e d'além minh'alma para ajudar ao todo...
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
D'Aquém politiquices: d'o excepcional poder de antevisão dos nossos políticos
Qualquer pessoa honesta e que aja de boa-fé estará disposta a concordar com a ideia de que os nossos políticos têm uma capacidade ímpar de realizar projecções realistas, mesmo que sejam a 10 anos. Se alguma dúvida houvesse, bastaria relembrar as projecções certeiras do exilado em Paris e do seu Ministro das Finanças. Pois bem, é mais uma vez o mesmo quadrante político que nos dá provas de inigualável capacidade de previsão: pese embora o Orçamento do Estado para 2012 apenas ter "apresentacao marcada para 15 de Outubro, a bancada do PS discutiu hoje - 29 de Setembro - o sentido de voto". Que génio, que rasgo o destes políticos! Realmente, a culpa do estado a que chegámos deve-se, indubitavelmente, à crise internacional e aos malvados dos especuladores.
(Via Filipe Nascimento no 31 da Armada).
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
D'Aquém Governação: Mitos e Desmitos
Sei que por esse país fora anda o ensino de Matemática pelas ruas da amargura. Mas custa-me, não obstante, ouvir e ler tantas e repetidas vezes mentiras debitadas à boca cheia. Interpretações à parte aí ficam os números. Cada um fará deles a análise que bem entender. Mas os números são estes. E como dizia o outro: contra factos não há mesmo argumentos.
Nos últimos 15 anos de governação em Portugal - mais precisamente entre as eleições legislativas de 25 de Outubro de 1995 e as eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 - usufruíram de poder executivo 6 Governos Constitucionais. Quatro liderados pelo PS, sempre sozinho - (Guterres I, Guterres II, Sócrates I e Sócrates II) - e dois liderados pela coligação PSD-CDS (Barroso e Santana).
Entre 25 de Outubro de 1995 e 5 de Junho de 2011 passaram-se 5715 dias. António Guterres governou 2352 dias desse total, a coligação PSD-CDS governou 1071 dias e José Sócrates governou os restantes 2292 dias. Ou seja, dos últimos 15 anos, a coligação PSD-CDS responde por 18,74%, António Guterres por 41,16% e José Sócrates por 40,10%.
Daqui se retira que dos últimos 15 anos de governação em Portugal, o Partido Socialista esteve à frente dos desígnios desta Nação durante 81,26% do tempo. Ou seja, 4/5 dos últimos 15 anos. Não necessitando de arredondamentos, o PS governou 12 dos últimos 15 anos e (para quem prefere trabalhar à década) 7 dos últimos 10.
Tudo isto foi completamente evidente no último congresso do Partido Socialista e na postura do seu novo líder António José Seguro.
Nos últimos 15 anos de governação em Portugal - mais precisamente entre as eleições legislativas de 25 de Outubro de 1995 e as eleições legislativas de 5 de Junho de 2011 - usufruíram de poder executivo 6 Governos Constitucionais. Quatro liderados pelo PS, sempre sozinho - (Guterres I, Guterres II, Sócrates I e Sócrates II) - e dois liderados pela coligação PSD-CDS (Barroso e Santana).
Entre 25 de Outubro de 1995 e 5 de Junho de 2011 passaram-se 5715 dias. António Guterres governou 2352 dias desse total, a coligação PSD-CDS governou 1071 dias e José Sócrates governou os restantes 2292 dias. Ou seja, dos últimos 15 anos, a coligação PSD-CDS responde por 18,74%, António Guterres por 41,16% e José Sócrates por 40,10%.
Daqui se retira que dos últimos 15 anos de governação em Portugal, o Partido Socialista esteve à frente dos desígnios desta Nação durante 81,26% do tempo. Ou seja, 4/5 dos últimos 15 anos. Não necessitando de arredondamentos, o PS governou 12 dos últimos 15 anos e (para quem prefere trabalhar à década) 7 dos últimos 10.
Tudo isto foi completamente evidente no último congresso do Partido Socialista e na postura do seu novo líder António José Seguro.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
D'Além Memória e d'Aquém Vergonha
Via: Cachimbo de Magritte.
Rádio Renascença: António José Seguro considera que quem colocou a Madeira na bancarrota não pode agora pedir que outros paguem a dívida. “Nós ouvimos o líder regional do PSD dizer que precisava rapidamente de dinheiro. O PSD-Madeira pôs a Madeira na bancarrota, tem um buraco colossal, gaba-se disso e pede que sejam os outros a pagar a factura da sua irresponsabilidade”, acusa o líder do PS.
Segundo a lógica do Tó Zé, temos mesmo é que fazer novas eleições e pôr o PS no governo o quanto antes, porque isto afinal quem leva os Estados à bancarrota é que se deve responsabilizar e pagar a factura. É uma injustiça e violência exigir-se agora do PSD que reponha as coisas na ordem, quando os Governos PS dos últimos 6 anos nos deixaram neste estado. O sentido de dever de Tó Zé é tão grande, que propôs ainda um imposto extraordinário sobre todos os rendimentos dos 90% de delegados do PS que apoiaram cegamente José Sócrates no último congresso. Não faz sentido, diz Tó Zé, que os portugueses que têm dois dedos de testa paguem pela obstinação inconsequente de alguns!
Rádio Renascença: António José Seguro considera que quem colocou a Madeira na bancarrota não pode agora pedir que outros paguem a dívida. “Nós ouvimos o líder regional do PSD dizer que precisava rapidamente de dinheiro. O PSD-Madeira pôs a Madeira na bancarrota, tem um buraco colossal, gaba-se disso e pede que sejam os outros a pagar a factura da sua irresponsabilidade”, acusa o líder do PS.
Segundo a lógica do Tó Zé, temos mesmo é que fazer novas eleições e pôr o PS no governo o quanto antes, porque isto afinal quem leva os Estados à bancarrota é que se deve responsabilizar e pagar a factura. É uma injustiça e violência exigir-se agora do PSD que reponha as coisas na ordem, quando os Governos PS dos últimos 6 anos nos deixaram neste estado. O sentido de dever de Tó Zé é tão grande, que propôs ainda um imposto extraordinário sobre todos os rendimentos dos 90% de delegados do PS que apoiaram cegamente José Sócrates no último congresso. Não faz sentido, diz Tó Zé, que os portugueses que têm dois dedos de testa paguem pela obstinação inconsequente de alguns!
domingo, 11 de setembro de 2011
D'Aquém Ignomínia: Congresso do PS
Sobre a falta de vergonha e o opróbrio público a que se sujeitam indivíduos que, a bem do país, se esperaria que tivessem mais valor, alguém já disse tudo o que há para dizer:
"Le ridicule déshonore plus que le déshonneur."
Maximes (326), de Francois, Duque de la Rochefoucault
Tradução livre: O ridículo desonra mais que a própria desonra.
sábado, 3 de julho de 2010
D'Aquém: a Alegria
Numa alegre reunião, subiu Alegre alegremente ao palco para nos brindar com mais uma tirada de alegre humor:
"Não quero na Presidência alguém que tenha a superstição dos mercados"
O senhor Alegre depois de tanta convivência com o senhor de Sousa ganhou o gosto a criar jogos de ilusão - como o recente de que os nossos níveis de desemprego estão em linha com a Europa. O senhor Alegre talvez me queira convencer que o 1% que estamos a pagar a mais de IVA desde anteontem, ou o próprio desemprego que não desce, ou a subia dos juros da dívida pública também são todos superstições e mistificações.
O senhor Alegre que continue a escrever trovas à Bandarra e não venha todo néscio e estulto dizer que não percebe nada de Economia para de seguida nos presentear com pérolas destas. Fique-se com o reconhecimento de que de facto de Economia nada percebe e tenha um bom dia.
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